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terça-feira, 20 de março de 2012

Equinócio de Primavera! OSTARA



Bom Dia!
Aposto que deram pela minha falta, ou não, isto sou eu a ser convencida ... ^-^


Hoje dá-se o Equinócio de Primavera, que marca a chegada da Primavera, pois claro...


A Wikipédia define:


"Na astronomia, equinócio é definido como o instante em que o Sol, em sua órbita aparente (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projetada na esfera celeste). Mais precisamente é o ponto no qual a eclíptica cruza o equador celeste.
A palavra equinócio vem do Latim, aequus (igual) e nox (noite), e significa "noites iguais", ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo. Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do Sol (alvorada ou dilúculo) é o instante em que metade do círculo solar está acima do horizonte, e o pôr do Sol (crepúsculo ou ocaso) o instante em que o círculo solar está metade abaixo do horizonte. Com esta definição, o dia e a noite durante os equinócios têm igualmente 12 horas deduração." 


in http://pt.wiikpedia.org/wiki/Equin%C3%B3cio


Hoje há toda aquela euforia das flores e dos coelhinhos e dos ovos e essas coisas da fertilidade, por isso, "bênção para quem é de bênção e saravá para quem é de saravá (acho que é assim). Então, na roda do ano temos por fim Ostara, a celebração da renovação da natureza e da fertilidade da mesma, não é à toa que todos os bichinhos das florestas têm as crias nesta altura, e isso, bem, isso significa que é uma data importante. Assim aqui fica a nota, pequena, sobre a Ostara, também retirada da Wikipédia, porque 'tou com pouca paciência para textos mais elaborados sobre os mistérios Wicca e sobre as religiões pagãs europeias no geral.


"Ostara é uma festividade moderna de religiões pagãs como a Wicca. Está relacionada com festividades que se celebram durante o equinócio de primavera. A moderna celebração tem forte relação com outras celebrações pagãs históricas, pois a religião Wicca revive nos dias de hoje os ritos antigos.
Ostara é o primeiro dia da Primavera, ocorre cerca de 21 de Setembro no hemisfério Sul e 21 de Março no hemisfério Norte. O inicio da primavera marca também a volta do Sol e uma época do ano em que dia e noite tem a mesma duração depois do inverno. Para os wiccans é o despertar da Terra com sentimentos de equilíbrio e renovação. Ostara, também conhecida como Eostre (Deusa Anglo-Saxã, que significa Deusa da Aurora) ou Easter (Pascoa, em inglês), pois a pascoa no hemisfério norte é realizado nesta época, são deusas da primavera, da ressurreição e renascimento e tem como símbolo o coelho. Uma das principais tradições desse festival é a decoração de ovos. O ovo representa a fertilidade da Deusa e do Deus. Outra tradição muito antiga é a de esconder os ovos e depois achá-los.(Talvez veio daí o costume dos Norte-americanos de esconderem os ovos de chocolate no dia da Páscoa para que as crianças os achem.) Mesmo os não wiccans sentem-se diferentes neste período, mais dispostos, comem menos, dormem menos e acordam mais cedo.
Para os wiccanos também é época de começar a plantar, época do amor, de promessas e de decisões, pois a Terra e a natureza despertam para uma nova vida."



Assim sendo, uma abençoada Ostara para quem a celebra e hoje faz as suas resoluções para o novo ciclo fértil!


Como a Deusa vem e limpa a Terra da neve e a decora com flores.


Para quem é mais dado a mitologias do que a sentimentos religiosos, porque não uma espreitadela no mito de Perséfone, mulher de Hades e Rainha no reino dos mortos, que, segundo o que se conta, emerge do submundo na Primavera para passar meio ano com a sua mãe Deméter, que assim, Deusa da terra, colheitas, flores e coisas agrícolas e férteis no geral, volta com alegria aos seus trabalhos afastando o Inverno e trazendo fertilidade aos campos e aos animais - uma olhadela :  


Esta Perséfone encantadora e sombria de olhos escuros foi cobiçada por vários, mas acabou como esposa de Hades, que a raptou com o consentimento de Zeus, e veio a tomar por alcunha "Hera Infernal".


Por hoje não me alongo mais, mas posteriormente terei algumas considerações a fazer sobre o Católico "Dia da Espiga", que se não me engano andará por estes dias e muito tem a ver com a recolha das primeiras amostras da fertilidade primaveril da Terra.

Aqui ou via Facebook, estejam atentos!


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Solstício de Inverno

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Esta é a noite mais longa do ano, o sol está no menor grau da sua deslocação pela esfera celeste e vai iniciar novamente a subida já a partir de amanhã.

Hoje é um dia de especial celebração para muitas religiões pagãs e com calendário agrícola. Em termos simbólicos esta é uma noite muito especial e querida para a humanidade, ela representa a renovação da vida, pelo crescimento do número de horas de luz que se dá a partir deste preciso momento do ano. Em muitas culturas os deuses regressam do retiro invernal ou nascem deuses-criança que representam a esperança na renovação solar. Não é de estranhar então que a Igreja Cristã tenha escolhido esta época do ano para o nascimento de Cristo, já que como salvador e messias representa a esperança de toda uma fé numa nova e melhor era.

Nas tradições pagãs baseadas num conceito de divindade dupla, como as originais tradições europeias anteriores ainda aos panteões de deuses, o Deus renasce pela graça da Deusa. Nesta data honra-se a Deusa Mãe que dá à luz o seu filho, o Sol. No sistema de dualidade o Deus é imortal, apesar de morrer todos os anos, volta a renascer ciclicamente na noite do Solstício de Inverno.

É tempo de festas de comemoração e incentivo a esse renascimento, nesta época decoram-se as habitações com árvores e plantas persistentes, como os pinheiros, e acendem-se lareiras que devem ser mantidas acesas durante certo tempo, o tronco de Yule. O verde e o vermelho, assim como dourado, são as cores principais nas decorações. Muitas destas tradições antigas persistem mesmo nas comunidades cristãs: todos têm uma árvore de natal em casa, sempre um pinheiro, decorada com bolas douradas e vermelhas, no essencial, os presépios têm sempre musgo, mais uma planta perene, os doces de natal incluem o tronco de natal…

O solstício de Inverno, Yule para os puristas, parece ser universal e consensual, pelo menos na Europa, embora sob diferentes nomes. Nesta época, aparte as divergências religiosas, todos celebram o regresso, embora ainda tímido da luz e do calor, essenciais à vida dos homens de qualquer credo. Hoje, o lugar das luzes é na árvore de natal, no entanto, para os ritos pagãos há lugar a uma fogueira no exterior e danças para celebrar esta época de renascimento.



Em termos estritamente simbólicos, a árvore persistente representa a resistência da vida, que “teima” em sobreviver aos desafios do Inverno físico ou espiritual, representa a fertilidade contínua da terra. A cor verde, por excelência apanágio das plantes viçosas, é mais um símbolo da resistência e da capacidade de renascer e persistir perante as adversidades. O vermelho estabelece a ligação com a vida, é a cor do sangue, pois a vida é enumeras vezes simbolizada pelo líquido vital. O fogo permanente nas lareiras é mais um símbolo de tenacidade e resistência, para além de representar um foco de luz, simbologia de esperança em dias melhores e mais luminosos.


Numa palavra: Yule, Natal, Solstício de Inverno, o que lhe quisermos chamar, é tempo de Renascimento.
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