quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O Regressar ou O Voltar a Trás - Significados e Instruções para as Cartas de Clow/Sakura



Boa noite,


Hoje temos uma carta muito portuguesa, da qual até se fez uma música que reza assim "Ó tempo, volta para trás..."


O Regressar ou O Voltar a Trás (The Return)

A carta O Regressar ou O Voltar a Trás permite ao seu utilizador visitar o passado, mas apenas sob forma de observador. Esta carta também protege o utilizador quer de eventos mágicos ou do quotidiano do tempo que visita, evitando que seja detectado, pelo que o viajante terá um aspecto parecido àquele que se associa aos fantasmas. A utilização desta carta requer muita energia, tal como a utilização d’O Tempo, pelo que apenas utilizadores muito poderosos retiram dela todo o seu potencial. Os seus poderes desta carta podem ser contornados com a utilização d’O Tempo.
O Regressar ou O Voltar a Trás tem a forma física de um nevoeiro preto, cujos rápidos movimentos permitem a sua deteção. Na forma de carta, a sua caracterização remete para o oposto perfeito da carta O Tempo, de facto, O Regressar apresenta-se como uma jovem figura humanoide feminina, com orelhas pontiagudas, que segura uma ampulheta azul (na ilustração do baralho de Clow, ela segura um relógio com asas, com a numeração colocada em sentido contrário). Especula-se que O Regressar seja a contraparte d’O Tempo, pois O Tempo envelhecerá eternamente, enquanto O Regressar, com a sua capacidade de “rebobinar” o tempo, ficará para sempre jovem.

De acordo com as instruções que vêm com as cartas de Clow, a carta O Regressar ou O Voltar a Trás tem como mensagem principal a necessidade de aprender com os erros do passado e nunca desistir do futuro.
Esta carta indica que este é o momento para fazer as pazes com o passado, enterrar os ressentimentos e os arrependimentos e ultrapassar os problemas que não podemos resolver. A timidez ou incapacidade de agir derivadas de acontecimentos passados desagradáveis irão gradualmente desaparecer à medida que as situações e as suas mensagens vão sendo interiorizadas pela nossa mente consciente e transformadas em experiências positivas de aprendizagem.
Por outro lado, esta carta adverte que é impossível reverter a passagem do tempo e tentar fazê-lo é apenas abrir a possibilidade para que mais acontecimentos desagradáveis surjam nas nossas vidas. Apesar de ser impossível mudar o passado, tanto o presente como o futuro têm todas as oportunidades que procuramos, só temos que investir em melhorar o que aí vem, dentro daquilo que nos é possível alterar com o nosso próprio esforço, em vez de desperdiçar a nossa energia tentando em vão remendar situações passadas.




Dentro de um baralho de jogo normal, esta carta é substituída pelo 10 de Paus.

Além da organização correspondente ao baralho de jogo comum, as cartas de Clow/Sakura têm uma organização interna sujeita a 6 elementos tipo que formam o grupo principal: A luz (The Light), A Escuridão/As Trevas (The Dark), O Fogo (The Firey), A Água (The Watery), O Ar (The Windy) e A Terra (The Earthy) – Nota: a tradução para português foi deliberadamente feita para os tipos elementais da espiritualidade ocidental, porque uma tradução mais literal resultaria em cartas com nomes caricatos.

A carta O Regressar ou O Voltar a Trás encontra-se atribuída directamente a um dos elementos maiores – A Luz – e, por isso, encontra-se atribuída ao guardião Cereberus (Kero), alinhada com o pensamento mágico ocidental e com o Sol. A sua carta oposta é O Tempo.

Do pondo de vista simbólico, existe uma figura semelhante a esta carta que é a capacidade de olhar para trás, dirigindo a atenção consciente para trás, deslizando e regredindo em direcção ao inconsciente, o que parece ser a contraparte mais metafórica da habilidade que a carta tem de permitir ao seu utilizador que viaje no tempo para conhecer o passando, “olhando para ele” e vivendo-o apenas como observador. Simbolicamente muita coisa depende de um simples e momentâneo olhar para trás, o que reflecte a forma, como na vida real, se pode perder uma oportunidade de um momento para outro, quando a atenção consciente é perdida ou desviada do seu objectivo, ainda que por breves instantes.
Por outro lado, esta simbologia aplica-se também à circunstância de a mente não ter acesso directo aos conteúdos do inconsciente, só os podendo perceber através de símbolos ou confiando nas sugestões da intuição, ou seja, olhar directamente para o inconsciente, além de muito difícil, ou até impossível, é desaconselhável, pelos estragos que tal informação em bruto pode vir a produzir nos processos de pensamento lógico da mente consciente. Aqui aplicam-se as metáforas e lendas em que determinadas personagens são proibidas de olhar para trás, como Orfeu (mitologia Grega) ou a mulher de Lot (Bíblia) que, ao desrespeitarem essa indicação, frustram a possibilidade de alcançar os seus objectivos e são, consequentemente, castigados pelos deuses.


Fontes: Cardcaptor Sakura Wiki; tradução das instruções do baralho de Clow; Dicionário dos Símbolos, de Tom Chetwynd.


sábado, 7 de dezembro de 2013

O Apagar ou A Memória - Significados e Instruções para as Cartas de Clow/Sakura



Boa noite, 


Por enquanto ainda temos algumas carta de Sakura na manga, mas que dizem a voltarmos às cartas de Tarot um dia destes?

  
O Apagar ou A Memória (The Erase)

A carta O Apagar ou A Memória parece ter habilidades quase ilimitadas, podendo inclusivamente fazer desaparecer pessoas e apagar a memória. Esta carta também consegue fazer desaparecer elementos mágicos criados com outras cartas, mas se aquilo que O Apagar “apagou” ficar desaparecido durante muito tempo é impossível fazer esse objecto ou pessoa voltar à realidade, apesar de O Apagar ter o poder de recuperar os elementos que faz desaparecer quando é capturada, esse poder é limitado no tempo.
O Apagar ou A Memória tem normalmente a aparência de um nevoeiro esverdeado quando utiliza os seus poderes, contudo, tem também uma forma humanoide feminina vestida de arlequim. Na ilustração das cartas, O Apagar ou A Memória segura uma espécie de capa, numa pose similar à dos ilusionistas quando ocultam objectos nos seus truques.

De acordo com as instruções que vêm com as cartas de Clow, a carta O Apagar ou A Memória indica um período de estagnação e avisa para que esperemos até surgirem melhores oportunidades.
Esta carta indica que temos que avaliar bem as nossas acções, será que elas foram de facto planeadas ou foram simplesmente o resultado de caprichos do momento? É preciso pensar duas vezes antes de agir, para evitar arrependimentos no futuro. Se, apesar de todo o planeamento e cuidado na escolha das nossas acções, os nossos planos falharem, então é necessário manter a calma e continuar os nossos esforços até chegar uma nova oportunidade, quiçá mais vantajosa até!
O Apagar ou A Memória adverte que alguém capaz de nos ajudar aparecerá no momento de necessidade, por isso, é preciso estar atento e sondar em profundidade todas as novas relações pessoais, em vez de desistir de alguém logo à primeira impressão. Esta carta também adverte que cada um é mais forte do que parece e é capaz de resistir aos golpes mais duros e também é capaz de ultrapassar os arrependimentos e outros sentimentos negativos provocados pelas memórias de experiências passadas.




Dentro de um baralho de jogo normal, esta carta é substituída pelo 3 de Paus.

Além da organização correspondente ao baralho de jogo comum, as cartas de Clow/Sakura têm uma organização interna sujeita a 6 elementos tipo que formam o grupo principal: A luz (The Light), A Escuridão/As Trevas (The Dark), O Fogo (The Firey), A Água (The Watery), O Ar (The Windy) e A Terra (The Earthy) – Nota: a tradução para português foi deliberadamente feita para os tipos elementais da espiritualidade ocidental, porque uma tradução mais literal resultaria em cartas com nomes caricatos.

A Carta O Apagar ou A Memória encontra-se atribuída directamente a um dos elementos maiores – A Escuridão – e, por isso, encontra-se atribuída ao guardião Yue, alinhada com o pensamento mágico oriental e com a Lua. A sua carta oposta é O Criar.

Do pondo de vista simbólico, para chegar ao significado mais profundo desta carta é preciso fazer um desvio para a simbologia da memória (por esse motivo, e por motivos de tradução, aponto A Memória como um dos nomes possíveis para esta carta) que é um pouco mais abrangente e, em certo modo, diferente, do significado imediato da Carta de Clow.
Tal como os sonhos recorrentes, as memórias podem perseguir-nos por serem simbolicamente relevantes para determinadas situações. As memórias são armazenadas no nosso inconsciente e podem ser por ele utilizadas como símbolos de uma situação que se enfrenta, é a forma que o inconsciente tem de comunicar com a mente racional estabelecendo relevâncias e ligações que o processo lógico não consegue perceber, por serem de base intuitiva e primitiva, e que poderão ser úteis na resolução do problema que se lhe apresenta. No mesmo sentido, as memórias que trazem arrependimento podem não ser mais do que um aviso para evitar cometer os mesmos erros do passado.


Fontes: Cardcaptor Sakura Wiki; tradução das instruções do baralho de Clow; Dicionário dos Símbolos, de Tom Chetwynd.


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A Terra - Significados e Instruções para as Cartas de Clow/Sakura


Boa noite, 


Hoje temos mais uma carta elemental:


A Terra (The Earthy)

A carta A Terra é uma das “Cartas Maiores” do baralho de Clow, juntamente com os restantes elementos (Fogo, Água e Ar) e ainda as duas cartas “máximas” (que agregam também os elementos) – A Luz e A Escuridão. Especula-se também que A Terra é uma das cartas mais poderosas do baralho, perdendo lugar apenas para A Luz, A Escuridão e O Nada. Por outro lado, A Terra é vulnerável aos poderes d’A Árvore (respeitando a organização dos elementos da simbologia chinesa, em que a madeira é um dos cinco elementos), talvez porque as plantas “aprisionam” a terra nas suas raízes impedindo a erosão dos solos.
A Terra tem a forma principal de uma serpente gigante feita de rocha, apesar de possuir também uma forma humanoide feminina, ornamentada com cristais.
A Terra consegue criar terramotos e outras perturbações geológicas, como falhas no chão e, possivelmente, também pode criar areias movediças.




De acordo com as instruções que vêm com as cartas de Clow, A Terra é símbolo e origem de vida, significa o esforço inicial para alcançar objectivos e o esforço final para aceitar os resultados.
A Terra indica que é tempo para nos concentrarmos nas fundações ou nas origens da situação. O mais importante são as bases, pois sem elas não se pode evoluir, com as bases bem estabelecidas basta fazer um pequeno esforço adicional para que surjam resultados satisfatórios. A Terra estabelece que este não é um momento de resultados imediatos, mas sim um tempo para deixar que os nossos esforços cresçam e se desenvolvam, como uma árvore forte, para que possam dar melhores frutos no futuro.
Por outro lado, A Terra adverte que um coração demasiado grande, que aceita qualquer situação, pode impedir que grandes planos floresçam e assim impedir o crescimento pessoal.

Dentro de um baralho de jogo normal, esta carta é substituída pelo 3 de Ouros (nota: no tarot o naipe ouros é representado por moedas e toma a designação de pentáculos).

Além da organização correspondente ao baralho de jogo comum, as cartas de Clow/Sakura têm uma organização interna sujeita a 6 elementos tipo que formam o grupo principal: A luz (The Light), A Escuridão/As Trevas (The Dark), O Fogo (The Firey), A Água (The Watery), O Ar (The Windy) e A Terra (The Earthy) – Nota: a tradução para português foi deliberadamente feita para os tipos elementais da espiritualidade ocidental, porque uma tradução mais literal resultaria em cartas com nomes caricatos.

A carta A Terra é um elemento em si mesma, pelo que se encontra atribuída directamente à protecção de um guardião, no caso está atribuída ao Kero (Cerberus), que representa a magia ocidental e está associado ao Sol, enquanto elemento simbólico e mágico. A Terra é carta irmã da elemental O Fogo, sendo a contraparte mais dócil. (Nota: se estivéssemos estritamente a falar de simbologia ocidental isto é capaz de não se aplicar assim e a terra ser antes um elemento atribuído à escuridão – ventre/mãe-terra – e não um elemental do tipo luz)

Do pondo de vista simbólico, a terra equivale, dentro da mente, à função das estabilidade. Simboliza tudo o que é sólido e bem ordenado, a matéria no cosmos. No domínio mitológico, a terra era muitas vezes representada como sendo suportada por um ser vivo, Atlas, uma tartaruga ou um elefante. Na verdade, no pensamento da antiguidade havia um medo permanente que a terra se desagregasse no vazio, dissolvesse na água dos mares ou fosse simplesmente abandonada pelo animal que a suportava e mantinha estável. Esse medo transfere-se para o plano simbólico no receito que a psique tem de ver a vida quotidiana desmoronar-se, cedendo a forças que são desconhecidas e incompreendidas pela parte racional do cérebro. É a partir deste significado simbólico que podemos alcançar o significado proposto pelas cartas de Clow que atribui à Terra uma função de criação de fundações ou bases para o crescimento futuro e esse crescimento só pode dar-se se as raízes forem sólidas e estáveis.


Fontes: Cardcaptor Sakura Wiki; tradução das instruções do baralho de Clow; Dicionário dos Símbolos, de Tom Chetwynd.


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A Água - Significados e Instruções para as Cartas de Clow/Sakura


Boa noite, 


Aposto que já tinham saudades minhas... :P


A Água (The Watery)

A carta A Água é uma das “Cartas Maiores” do baralho de Clow, juntamente com os restantes elementos (Fogo, Terra e Ar) e ainda as duas cartas “máximas” (que agregam também os elementos) – A Luz e A Escuridão. A Água é capaz de criar remoinhos e ondas.
A Água tem a aparência física de uma sereia de cor azul com longos cabelos decorados com gotas de água. Esta carta pode dissolver-se em qualquer corpo de água (ou líquido compatível com a água possivelmente) e absorver os poderes das outras cartas com base na água, juntamente como o elemento O Fogo, é uma das cartas mais agressivas do baralho de Clow.




De acordo com as instruções que vêm com as cartas de Clow, A Água indica cooperação e a capacidade de entender a mente e os sentimentos dos outros. Esta carta tem tudo e ver com a intuição.
A Água indica que os outros têm tendência para confiar em nós, porque somos sempre muito compreensivos e bons ouvintes. A capacidade de ouvir e resolver os problemas de forma diplomática é uma valiosa ferramenta para manter a harmonia nas relações e no trabalho de forma a chegar mais rápida e seguramente aos objectivos.
A Água adverte que se está num período em que será necessário socorrermo-nos da capacidade de liderança que esta carta nos fornece para assegurar um bom ambiente quer a nível pessoal, quer a nível laboral. Poderá ser precisa uma atitude mais firma para que a situação não fuja do nosso controlo e essa atitude terá mais sucesso se for baseada mais na nossa intuição diplomática do que numa imposição autoritária.

Dentro de um baralho de jogo normal, esta carta é substituída pelo Valete de Espadas (nota: no tarot o naipe espadas é literalmente sobre espadas).

Além da organização correspondente ao baralho de jogo comum, as cartas de Clow/Sakura têm uma organização interna sujeita a 6 elementos tipo que formam o grupo principal: A luz (The Light), A Escuridão/As Trevas (The Dark), O Fogo (The Firey), A Água (The Watery), O Ar (The Windy) e A Terra (The Earthy) – Nota: a tradução para português foi deliberadamente feita para os tipos elementais da espiritualidade ocidental, porque uma tradução mais literal resultaria em cartas com nomes caricatos.

A carta A Água é um elemento em si mesma, pelo que se encontra atribuída directamente à protecção de um guardião, no caso está atribuída a Yue, que representa a magia oriental e está associado à Lua, enquanto elemento simbólico e mágico.

Do pondo de vista simbólico, a água é um dos quatro elementos basilares do simbolismo e do pensamento mágico ocidental (no campo dos elementos, o pensamento mágico oriental tem uma arrumação diferente, muito embora a água apareça ligada à magia oriental na organização interna das cartas de Clow). A água representa a transição entre a substância sólida e inanimada e o espírito volátil da vida, ela é condição prévia para a existência da vida e é assim símbolo para a Origem. A água representa o reino do potencial.
A água é sempre associada à intuição e aos mecanismos da psique que funciona ao nível do subconsciente. É o sexto sentido nas mulheres e a parte feminina da mente dos homens. Neste sentido, a simbologia da intuição e, por acréscimo, das relações interpessoais, que são sempre trabalhada numa base de palpites sobre as reacções das outras pessoas, surge reforçada nas cartas de Clow, já que neste baralho a água está associada directamente à lua, através do guardião Yue. A lua é também um símbolo comum da intuição e da parte feminina da mente. 


Fontes: Cardcaptor Sakura Wiki; tradução das instruções do baralho de Clow; Dicionário dos Símbolos, de Tom Chetwynd.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

A Luz - Significados e Instruções para as Cartas de Clow/Sakura


Boa noite, 


Hoje é dia de ver a luz...


A Luz (The Light)

A carta A Luz é uma das “Cartas Maiores”, do baralho de Clow, sendo a contraparte da carta A Escuridão/As Trevas e como ela é uma das duas cartas mais fortes. A Luz é capaz de criar e controlar a luz, ou focos de luz, e também é capaz de trazer o nascer do sol.
A Luz tem a aparência física de uma mulher elegante de pele pálida de longos cabelos brancos ondulados que ultrapassam largamente a sua cintura. Esta aparência nobre é partilhada pela sua carta irmã – A Escuridão/As Trevas. Tanto na versão de Clow como na versão de Sakura, A Luz tem um sol desenhado sobre o colo (ok, palavra mete nojo eloquente para descrever aquela zona do decote entre o pescoço e o início do peito) e segura uma nuvem e um sol, cada um numa mão.
Ao contrário da maioria das cartas de clow, A Luz não é nem demasiado activa nem problemática. A Luz tem uma personalidade benevolente e assegura a Sakura que tanto ela como a sua irmã (A Escuridão/As Trevas) desejam tornar-se cartas de Sakura, pelo que sempre está disposta a dar conselhos e apoiar Sakura nos seus testes mágicos.
A Luz é também impossível de atacar fisicamente, pois, calculo eu, não possui matéria, e está sempre associada à carta A Escuridão/As Trevas, por isso, as duas cartas tiveram que ser seladas juntas, usadas juntas e transformadas juntas.




De acordo com as instruções que vêm com as cartas de Clow, A Luz indica que se está num período favorável para liderar iniciativas e projectos a nível individual e simboliza uma esperança justificada nos frutos que o trabalho trará num futuro próximo, numa mensagem semelhante à aproximação de boa sorte.
A Luz indica uma tendência para encantar os que nos rodeiam com o brilho da nossa personalidade. Independentemente do que suceder e de quais sejam os objetivos, tudo correrá de feição devido um grande período de boa sorte. Aproxima-se um período em que os esforços resultarão numa melhoria significativa das aptidões pessoais e há a possibilidade de que um admirador secreto declare a sua afeição.
A Luz também adverte que só é possível alcançar um futuro radiante se houver um investimento leal nesse objectivo, mas muitas vezes pensar demasiado nas acções a tomar leva à perda da oportunidade ideal, por isso, este é um período em que é necessário agir por impulso, com confiança de que tudo correrá bem.

Dentro de um baralho de jogo normal, esta carta é substituída pelo 5 de Espadas (nota: no tarot o naipe espadas é literalmente sobre espadas).

Além da organização correspondente ao baralho de jogo comum, as cartas de Clow/Sakura têm uma organização interna sujeita a 6 elementos tipo que formam o grupo principal: A luz (The Light), A Escuridão/As Trevas (The Dark), O Fogo (The Firey), A Água (The Watery), O Ar (The Windy) e A Terra (The Earthy) – Nota: a tradução para português foi deliberadamente feita para os tipos elementais da espiritualidade ocidental, porque uma tradução mais literal resultaria em cartas com nomes caricatos.

A carta A Luz é um elemento em si mesma, pelo que se encontra atribuída directamente à protecção de um guardião, no caso está atribuída ao Kero (Cerberus), guardião com o símbolo do sol e representante da magia ocidental.

Do pondo de vista simbólico, a luz é o mais elementar símbolo da vida consciente. A experiência mais imediata ao sair do sono é o encontro com a luz, tal como se fosse um nascimento. A escuridão precede a Luz e é a unidade que engloba o inconsciente antes da sua divisão em luz e trevas, tanto assim é que inúmeros mitos da criação indicam a existência da escuridão antes da luz e a realização da luz como a transição para a mente consciente e racional. O inconsciente é condição prévia para a existência da consciência, tal como as trevas são condição essencial para o surgimento da luz. Deste ponto de vista, a existência perfeita é um equilíbrio delicado entre a luz e as trevas, entre o animal e o racional, o primitivo e o iluminado, sendo que qualquer das forças pode, se se tornar demasiado proeminente, desvirtuar a relação entre ambas e incapacitar a psique. Assim sendo, também faz sentido que as cartas A Luz e A Escuridão sejam gémeas e sempre ajam em conjunto, pois apenas juntas revelam o seu verdadeiro poder, que é o equilíbrio de uma psique saudável.


Fontes: Cardcaptor Sakura Wiki; tradução das instruções do baralho de Clow; Dicionário dos Símbolos, de Tom Chetwynd.

domingo, 24 de novembro de 2013

O Gémeo - Significados e Instruções para as Cartas de Clow/Sakura


Boa noite, 


Depois de uns dias de ausência retomamos os nossos trabalhos.


O Gémeo (The Twin)

A carta O Gémeo tem um temperamento agressivo e, para além da sua capacidade de produzir réplicas de objectos e pessoas, manifesta-se fisicamente na forma de dois jovens humanoides gémeos com uma personalidade aguerrida e capazes de desenvolver uma luta corpo-a-corpo bastante eficaz.
Uma das manifestações físicas tem parte da franja em cor-de-rosa e o seu gémeo tem uma parte da franja em azul, o que sugere que se trata de um par de gémeos de género diferente, uma rapariga e um rapaz, isto na versão Sakura. Na versão Clow não existe qualquer distinção.

De acordo com as instruções que vêm com as cartas de Clow, O Gémeo simboliza a chegada do parceiro ideal, quer a nível profissional ou emocional.
Esta carta indica que neste período será mais favorável trabalhar em equipa do que a nível individual, já que ao nível do grupo as qualidades de cada um são melhor aproveitadas e compensarão as possíveis falhas ao nível individual. O Gémeo estabelece que a abundância de ligações interpessoais trará boa sorte neste período.
Por outro lado, esta carta adverte que agradecer a ajuda dos outros é uma atitude fundamental para manter relações saudáveis. Pode bem acontecer que no dia em que não dizemos obrigada é o dia em que nos vão responder com mais sinceridade sobre essa falta de delicadeza…


Dentro de um baralho de jogo normal, esta carta é substituída pelo Dama de Copas (atenção: no tarot o naipe Copas corresponde ao cálice e não a um coração).

Além da organização correspondente ao baralho de jogo comum, as cartas de Clow/Sakura têm uma organização interna sujeita a 6 elementos tipo que formam o grupo principal: A luz (The Light), A Escuridão/As Trevas (The Dark), O Fogo (The Firey), A Água (The Watery), O Ar (The Windy) e A Terra (The Earthy) – Nota: a tradução para português foi deliberadamente feita para os tipos elementais da espiritualidade ocidental, porque uma tradução mais literal resultaria em cartas com nomes caricatos.

A carta O Gémeo encontra-se atribuída ao elemento fogo, tal como as restantes cartas de temperamento mais belicoso.

Do pondo de vista simbólico, temos que ter em conta que a figura do gémeo vem integrada no significado simbólico dos irmãos, umas vezes gémeos, outras vezes dois indivíduos distintos. Normalmente significam a actividade civilizada e controlada em contraste com o comportamento primitivo. O conflito existente no interior no próprio homem é representado pela dualidade, os irmãos (semelhante ao conflito entre o bem e o mal, que toma a forma de duas consciências – uma em forma de anjo e outra em forma de diabo). No caso dos gémeos é mais evidente que eles representam duas metades de uma unidade. Esta unidade pré-consciente é dividida e torna-se difícil ajustar novamente as partes, contudo quando se ajustam finalmente dá-se a consciência não só da unidade inicial como da unidade final, necessariamente diferentes, assim como se apreende também o processo de criação do próprio conhecimento. A matéria torna-se novamente una e existe mas para além disso conhece-se a sua existência.


Fontes: Cardcaptor Sakura Wiki; tradução das instruções do baralho de Clow; Dicionário dos Símbolos, de Tom Chetwynd.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A Árvore - Significados e Instruções para as Cartas de Clow/Sakura


Boa noite, 


Mais uma volta, mais uma viagem! ;)


A Árvore ou A Planta (The Wood)

Antes de começar, quero estabelecer que utilizei a tradução A Árvore porque uma tradução mais literal iria ter um efeito cómico na língua portuguesa. Apesar de a carta ter o nome directo d’A Madeira, na verdade, tendo em conta a sua simbologia é mais razoável chamar-lhe árvore ou planta, se bem que eu prefira árvore.
A Árvore é uma carta gentil, com a capacidade de criar árvores, ramos e lianas (ou melhor, capaz de criar gavinhas e comportar-se como uma planta trepadeira).
Apesar de poder tomar a forma de plantas, A Árvore tem a forma física de um pequeno espírito da floresta, de tom amarelo cor de madeira, como uma ninfa das árvores ou dríade, embora esta mais especificamente apenas associada aos carvalhos, com um cabelo verde folha, entrançado de lianas, e coroada com um diadema de folhas.




De acordo com as instruções que vêm com as cartas de Clow, A Árvore simboliza crescimento e desenvolvimento intelectual.
Esta carta indica um crescimento ou desenvolvimento estáveis. Revela o alcançar da confiança plena nas relações interpessoais e também o enraizar de ligações profundas. Existe um talento que está a desabrochar e que, nos próximos tempos, florescerá e haverá lugar tanto à realização pessoal como a admiração por parte dos que nos são próximos.
Contudo, A Árvore adverte que momentos como este têm o potencial para nos fazer esquecer os nossos objectivos originais, se nos deixarmos levar pelas emoções e pelo momento, aquilo que plantámos com tanto cuidado poderá murchar antes mesmo de florescer.

Dentro de um baralho de jogo normal, esta carta é substituída pelo Rei de Ouros (atenção: no tarot o naipe Ouros não é em forma de losango, mas sim de moeda e toma o nome de pentáculo).

Além da organização correspondente ao baralho de jogo comum, as cartas de Clow/Sakura têm uma organização interna sujeita a 6 elementos tipo que formam o grupo principal: A luz (The Light), A Escuridão/As Trevas (The Dark), O Fogo (The Firey), A Água (The Watery), O Ar (The Windy) e A Terra (The Earthy) – Nota: a tradução para português foi deliberadamente feita para os tipos elementais da espiritualidade ocidental, porque uma tradução mais literal resultaria em cartas com nomes caricatos.

A carta A Árvore encontra-se atribuída ao elemento A Água, muito embora não exista qualquer confirmação oficial sobre essa atribuição. Na verdade, esta ligação assenta no facto de A Árvore ser uma carta que reage muito rapidamente à carta d’A Água e por ter ficado estabelecido que se encontra sob a protecção e controlo do guardião Yue (associado à Lua). Aliás, sendo este o guardião da magia oriental, seria natural que a carta A Árvore alinha-se pela simbologia dessa corrente mágica, pelo que sempre seria associada à água (ligação oriental) em vez de associada à terra (ligação mais ocidental). Por outro lado, as árvores necessitam de água para viver e têm em si um elemento líquido, a seiva, cuja circulação também é influenciada pela Lua, como as marés.
Do pondo de vista simbólico, a árvore é um símbolo da vida sem consciência, a vida inconsciência do homem. A alma vegetal. As árvores constituem o processo da vida puro e simples, que passa pelo crescimento e pela morte. À escala da evolução, a árvore é intermediária entre a matéria inanimada – a terra (é por causa desta vertente da simbologia ocidental que não se tem a certeza oficial sobre a qual elemento das carta de clow/sakura está a árvore atribuída, contudo, tendo em conta que o significado divinatório que essa carta tem se aproxima mais da imagética oriental, é mais apropriado atribuí-la ao elemento água) – e a mente consciente e constitui símbolo da força intermediária e sempre presente que estabelece a ligação entre estes três reinos – o inanimado, o animado emocional (primitivo) e o animado intelectual (consciente e lógico). É a esta ligação e ao caminho que vai desde o elemento mais básico ao mais sublime que se atribui a evolução do self, sendo o crescimento dos ramos a sua manifestação mais visível. Aliás, à carta A Árvore poderá com mais propriedade aplicar-se a simbologia dos ramos, cuja rica variedade de vida e grande abundância de provisões significam crescimento a nível intelectual e espiritual, sendo os pássaros as manifestações dessa evolução, na forma de pensamentos e ideias.



Fontes: Cardcaptor Sakura Wiki; tradução das instruções do baralho de Clow; Dicionário dos Símbolos, de Tom Chetwynd.


terça-feira, 19 de novembro de 2013

O Tempo - Significados e Instruções para as Cartas de Clow/Sakura


Boa noite, 


Hoje começo mais cedo que é para dar tempo de vocês lerem tudo antes de vos dar o sono...


O Tempo (The Time)

O Tempo, como diz o nome, é uma carta com a capacidade de controlar a passagem do tempo cronológico, parando-o, acelerando-o ou abrandando-o, e até reverter a sua passagem.
O Tempo é uma das cartas mais poderosas do baralho de Clow, capaz de parar os efeitos de qualquer outra das cartas, apenas sendo incapaz de controlar a carta O Nada (The Nothing), que parece ser imune a todos os poderes d’O Tempo. Uma excepção é também O Escudo, cuja barreira de defesa O Tempo não consegue ultrapassar, contudo não se sabe até que extensão vai a resistência d’O Escudo, pelo que a única carta oficialmente capaz de contrariar O Tempo na totalidade é a O Nada.
Invocar e utilizar esta carta é extremamente esgotante, pelo que só os feiticeiros mais poderosos seriam, em teoria, capazes de utilizar todo o seu potencial. Para a Sakura e o Syaoran é apenas possível utilizá-la para parar um tempo por breves minutos.
O Tempo toma a aparência física de uma figura humanoide masculina, de idade avançada, com uma respeitável barba e orelhas pontiagudas, que traz consigo uma enorme ampulheta. A forma física desta carta tem enormes semelhanças quer com a figura do Ermita (arcano maior do tarot), quer com a figura simbólica do tempo (enquanto “Pai Tempo” – father time – que invoca a figura mitológica de Cronos, pais dos deuses). Esta carta em particular tem a sua contraparte na carta O Retroceder (ou O Regressar/O Retornar, ou mais artisticamente, O Voltar a trás), que, por seu turno, é representada como uma figura feminina jovem que segura um relógio. Como opostos que são, O Retroceder é eternamente jovem, já que sempre volta a trás no tempo, enquanto O Tempo está eternamente a envelhecer, pois no seu desígnio apenas pode seguir em frente, num fluxo contínuo.




De acordo com as instruções que vêm com as cartas de Clow, O Tempo tem como mensagem base a independência. Cada experiência, boa ou má, proporciona crescimento individual.
O Tempo estabelece que a nossa existência neste plano tem como objectivo o constante melhoramento do nosso Ser através das nossas experiências, em progressão permanente. Para tal é necessário apreciar todos os momentos ao máximo, dentro dos limites das nossas capacidades.
Por outro lado, O Tempo adverte que casa situação tem uma sua mensagem particular, cada um de nós será capaz de a identificar e lidar melhor com cada experiência à medida que nos tornarmos mais receptivos às suas pequenas indicações. Essencialmente, todas as habilidades melhoram com o treino e o passar do tempo. É necessário investir tempo para aprender a lidar com todas as situações e tirar o melhor partido das experiências por que passamos; muitas vezes só conseguimos alcançar o verdadeiro significado de uma experiência, muito tempo depois da mesma ter passado.

Dentro de um baralho de jogo normal, esta carta é substituída pelo Valete de Copas (atenção: no tarot o naipe Copas não é em forma de coração, mas sim em forma de cálice).

Além da organização correspondente ao baralho de jogo comum, as cartas de Clow/Sakura têm uma organização interna sujeita a 6 elementos tipo que formam o grupo principal: A luz (The Light), A Escuridão/As Trevas (The Dark), O Fogo (The Firey), A Água (The Watery), O Ar (The Windy) e A Terra (The Earthy) – Nota: a tradução para português foi deliberadamente feita para os tipos elementais da espiritualidade ocidental, porque uma tradução mais literal resultaria em cartas com nomes caricatos.

A carta O Tempo encontra-se atribuída ao elemento agregador A Escuridão/As trevas e está sob a jurisdição do guardião Yue.

Do pondo de vista simbólico, o tempo tem uma miríade de significados, pelo que vou tentar centrar-me apenas naquele que penso ser mais relevante para esta carta. O tempo é simbolicamente uma unidade, contudo na sua globalidade está dividido e subdividido em consonância com o modelo da psique. A divisão entre consciente e inconsciente encontra a sua correspondência na divisão entre tempo cronológico conhecido e tempo cronológico desconhecido, na divisão e oposição do passado com o futuro. O Tempo em si remete para a eternidade, uma unidade global essencial que abarca todo-o-tempo e a origem e o fim do mesmo. Contudo, a contagem do tempo não influencia o próprio tempo, nem a sua passagem, tal como escrever com um graveto sobre a superfície da água não deixa qualquer marca. Assim sendo, o Tempo não tem uma demarcação visível entre o passado e o presente, e esse tipo de compartimentação só se manifesta na maneira que a humanidade tem de ver a passagem do tempo em relação a si própria. O Tempo é um ciclo infinito  de inquebrável renovação e expansão.


Fontes: Cardcaptor Sakura Wiki; tradução das instruções do baralho de Clow; Dicionário dos Símbolos, de Tom Chetwynd.


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O Sonho - Significados e Instruções para as Cartas de Clow/Sakura


Boa noite, 


Hoje comecei a mexer nisto mais tarde, por isso é que só estou a publicar agora. Como é segunda-feira, temos uma carta com uma descrição mais light a nível do simbólico, porque fosse mais fundo não saíamos daqui tão cedo... Fiquem com:


O Sonho (The Dream)

O Sonho é uma carta capaz de criar sonhos, inclusivamente sonhos premonitórios, se o seu utilizador dominar poderes mágicos. Apesar de não ser uma carta de temperamento agressivo nem malicioso, é uma carta difícil de controlar, já que a sua presença para despercebida a quem não a souber reconhecer.
A forma física que esta carta toma altera entre a de uma borboleta azul (nota: a borboleta é uma símbolo comum para a psique, pelo que parece natural que esta carta tome esta forma, já que os sonhos se desenvolvem dentro da mente) e a de uma figura humanoide feminina. Esta última representação física da carta parece estar em consonância com as características do sonho e necessárias ao sonho, já que tem os olhos sempre cobertos por um enorme toucado, o que indica a sua ligação quer ao sono quer ao desconhecido.




De acordo com as instruções que vêm com as cartas de Clow, O sonho representa a oportunidade para o conhecimento interior e a abertura de um período para o desenvolvimento do subconsciente e para a sua integração nos processos racionais.
O Sonho indica que a nossa intuição está em harmonia com o universo e que por isso devemos confiar mais nela neste período, até, se possível, confiar em alguns pormenores, conselhos e alertas que nos surjam nos sonhos ou noutro períodos em que a mente resvala para o inconsciente.
Por outro lado, O Sonho também indica que é altura para dar mais valor aos nossos sonhos e desejos e abrir espaço no coração para acreditar nos pequenos “milagres” do quotidiano. Ter um sonho é importante na medida em que permite um desenvolvimento concertado para atingir um objectivo, o que necessariamente leva a um processo de crescimento e aprendizagem sobre nós próprios, mesmo que no final não seja possível alcançar o nosso desejo.
Mas O Sonho também adverte que não devemos esquecer-nos dos outros, relegando-as para um limbo de memórias, quase tão irreais como os sonhos. É o momento ideal para contactar amigos com quem não se fala há algum tempo, pois ao esquecê-los também nós seremos esquecidos e passaremos apenas a pertencer às memórias distantes de alguém, em vez de ter um papel mais real.

Dentro de um baralho de jogo normal, esta carta é substituída pelo 2 de Copas (atenção: no tarot o naipe Copas não é em forma de coração, mas sim em forma de cálice).

Além da organização correspondente ao baralho de jogo comum, as cartas de Clow/Sakura têm uma organização interna sujeita a 6 elementos tipo que formam o grupo principal: A luz (The Light), A Escuridão/As Trevas (The Dark), O Fogo (The Firey), A Água (The Watery), O Ar (The Windy) e A Terra (The Earthy) – Nota: a tradução para português foi deliberadamente feita para os tipos elementais da espiritualidade ocidental, porque uma tradução mais literal resultaria em cartas com nomes caricatos.

A carta O sonho encontra-se atribuída ao elemento agregador A Escuridão/As trevas, possivelmente devido às suas características mais obscuras e porque o sono e os sonhos ocorrem normalmente durante a noite.

Do pondo de vista simbólico, os sonhos constituem o veículo que permite descobrir qual é, para o indivíduo, o valor de outros símbolos. O sonho é o terreno simbólico por excelência, onde tudo é comunicado através de metáforas, analogias e símbolos. Em si mesmo, o sonho é uma manifestação da mente consciente no seu esforço de racionalizar o subconsciente e também uma manifestação do inconsciente no seu esforço de comunicar as suas verdades profundas, obscuras e primitivas à mente consciente.



Fontes: Cardcaptor Sakura Wiki; tradução das instruções do baralho de Clow; Dicionário dos Símbolos, de Tom Chetwynd.


Bons Sonhos...


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A Ilusão - Significados e Instruções para as Cartas de Clow/Sakura


Boa noite, 


Este fim-de-semana se calhar não temos actualizações, por isso, para já, vão ter que se contentar com a carta de hoje:


A Ilusão (The Illusion)

A Ilusão é uma carta com um temperamento marcadamente agressivo, embora não se conheçam os motivos dessa tendência, a verdade é que a nível simbólico ela poderá estar justificada (mais em baixo vamos lá). O Poder desta carta consiste na criação de ilusões baseadas naquilo que o seu interlocutor deseja ou espera ver, isto significa que mesmo perante várias pessoas, a forma d’A Ilusão não será a mesma e cada pessoa verá algo diferente, como se a ilusão apenas tomasse uma forma significante concreta já na mente da pessoa que a vê.
A Ilusão, apesar de dotada desta habilidade de mudar de forma, não possuí uma aparência física concreta e quando transita entre duas formas-ilusão toma o aspecto de um vulto com um padrão caleidoscópico. Discute-se se este vulto será efectivamente a forma física d’A Ilusão ou se será apenas uma manifestação visível do processo de transformação de uma ilusão na seguinte.
Durante o anime e a manga, A Ilusão tentar, pelo menos aparentemente, matar a Sakura, o que faz com que esta carta seja, além de temperamental, efectivamente perigosa, se deixada sem controlo.

De acordo com as instruções que vêm com as cartas de Clow, A Ilusão diz-nos que existe em nós um desejo de fugir da realidade.
A mensagem desta carta indica que há uma tendência para apenas ver a superfície das coisas, ignorando os seus significados mais profundos ou a realidade dos factos. Tendência para viver numa ilusão, o que pode trazer bastantes dissabores. É preciso entender que a sensação de permanência e imutabilidade são ilusórias e que perante uma mudança é necessário reagir e adaptar a nossa vida e personalidade ao novo ambiente. Como se diz “os cemitérios estão cheios de pessoas insubstituíveis”, por isso é preciso não nos deixarmos convencer por uma falsa sensação de segurança e saber navegar ao sabor da maré, em vez de nos mantermos infinitamente remando contra uma corrente que só do nosso ponto de vista viciado é que levará a bom porto.
A Ilusão aconselha que se experimentem coisas novas, poderão não ter tão difíceis como parecem.




Dentro de um baralho de jogo normal, esta carta é substituída pelo 4 de Copas (atenção: no tarot o naipe Copas não é em forma de coração, mas sim em forma de cálice).

Além da organização correspondente ao baralho de jogo comum, as cartas de Clow/Sakura têm uma organização interna sujeita a 6 elementos tipo que formam o grupo principal: A luz (The Light), A Escuridão (The Dark), O Fogo (The Firey), A Água (The Watery), O Ar (The Windy) e A Terra (The Earthy) – Nota: a tradução para português foi deliberadamente feita para os tipos elementais da espiritualidade ocidental, porque uma tradução mais literal resultaria em cartas com nomes caricatos.

A carta A Ilusão está atribuída ao elemento agregador escuridão (ou, mais poeticamente, trevas), o que pode justificar o seu temperamento agressivo. Por outro lado, a atribuição a este elemento está mais próxima das suas implicações negativas e do facto de ser a manifestação típica das figuras embusteiras, que na mitologia se agregam aos deuses das trevas (Seth, Loki, Satanás, por exemplo – nota: satanás foi aquilo usado como sinónimo de O Diabo, enquanto figura do cristianismo católico moderno, contudo a palavra e a figura de satanás alteram-se substancialmente quando mudamos de religião, tempo cronológico e espaço geográfico).

Do pondo de vista simbólico, a ilusão surge como produto da figura do embusteiro, aquela que cria ilusões. É uma figura que gira em torna da fronteira entre o consciente e o inconsciente, onde a mistura de luz e sombra criam ilusões. A ilusão resulta dos truques sofridos pela mente consciente através de conteúdos que escapam do inconsciente e alteram a nossa percepção da realidade; o criador dessas ilusões, o embusteiro, é a personificação desse processo mental. O embusteiro pode ser um mensageiro da intuição, sugerindo através das suas ilusões, novas aproximações ao problema, assim como se relaciona com a função inferior do pensamento, primitiva, mas astuciosa, que está mais próxima dos limites do inconsciente e, por isso, com ele comunica.
O embusteiro, assim como as ilusões que cria, é uma figura ambígua, que encarna e concilia em si dois lados em oposição, é um conceito de conciliação e de transformação de energias, muitas vezes atrapalhando os nossos processos mentais, para que tropecem em soluções desconhecidas. O embusteiro é a raposa ou a lebre, nas suas versões mais pacíficas. É o feiticeiro e o mágico, nas suas versões eruditas e que possibilitam um acesso ao conhecimento. Contudo, o embusteiro pode também ser o diabo e os deuses antigos que representam quer tendências mais negativas de inversão de valores, quer a camada mais arcaica e obscura da mente onde o processo lógico tantas vezes falha quando deparado com as incongruências de um pensamento mais primitivo e próximo da natureza (que por ser primitivo comunica através de símbolos e alegorias, e não através de raciocínios).



Fontes: Cardcaptor Sakura Wiki; tradução das instruções do baralho de Clow; Dicionário dos Símbolos, de Tom Chetwynd.


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A Nuvem - Significados e Instruções para as Cartas de Clow/Sakura


Boa noite,


Hoje temos uma carta mais pequenina que a de ontem, que deu um grande testamento, aqui fica:




A Nuvem (The Cloud)

A Nuvem é uma carta cujo poder é criar e manipular nuvens. Esta é uma carta que tem uma personalidade próxima da carta A Chuva, sendo mais brincalhona do que agressiva, apesar de também conseguir causar muitos problemas com o seu hábito de pregar partidas. Esta carta tem a aparência física de uma criança com orelhas pontiagudas, com muitas características quer na roupa quer no corpo, que fazem que parece ser feita de algodão ou pedaços de nuvens.

De acordo com as instruções que vêm com as cartas de Clow, A Nuvem transmite a mensagem de que a solução está encoberta por nuvens e, por isso, oculta, pelo que todas as decisões tomadas terão peso para a decisão final. A Nuvem diz-nos que, como o problema se encontra coberto por nuvens, é preciso escolher com muito cuidado o que fazer.
Quando A Nuvem aparece, este indica que não nos encontramos na melhor posição para decidir sobre um assunto, porque o nosso julgamento em relação a essa situação se encontra viciado ou toldado por outros acontecimentos. A Nuvem sugere que, antes de decidir, é necessário abrir o nosso coração e a nossa mente, relaxar e tentar abarcar todas as possibilidades, assim se, perante todas as circunstâncias, a decisão que escolhermos nos parecer a melhor de todas, então a nossa consciência ficará tranquila, mesmo desconhecendo a totalidade da situação.
Por outro lado, A Nuvem adverte que a sociedade e as relações se regem num limbo de conhecimento e desconhecimento cujas dimensões é difícil apreender na totalidade, por isso, esta carta sugere que devemos ter sempre uma atitude positiva, para que esta seja devolvida a nós pelas outras pessoas. A Nuvem determina que é a atitude no nosso coração que estabelece a nossa sorte, por isso, o conselho é não “fazer cara feia” e o sol certamente descobrirá.

Dentro de um baralho de jogo normal, esta carta é substituída Ás de Espadas (atenção: no tarot o naipe Espadas não é em forma de folha, mas sim em forma de espada, literalmente).

Além da organização correspondente ao baralho de jogo comum, as cartas de Clow/Sakura têm uma organização interna sujeita a 6 elementos tipo que formam o grupo principal: A luz (The Light), A Escuridão (The Dark), O Fogo (The Firey), A Água (The Watery), O Ar (The Windy) e A Terra (The Earthy) – Nota: a tradução para português foi deliberadamente feita para os tipos elementais da espiritualidade ocidental, porque uma tradução mais literal resultaria em cartas com nomes caricatos.

A carta A Nuvem está atribuída ao elemento água, possuído a sua “elasticidade” quer em termos físicos, quer em termos temperamentais.

Do pondo de vista simbólico, as nuvens actuam como intermediário entre o Céu e a Terra, são as forças da natureza que proporcionam a renovação da vida depois de um período de seca. As nuvens representam também o ponto de transição entre a realidade física e a espiritual, entre o espaço e acção, entre a matéria e o tempo. De um ponto de vista mais místico, as nuvens podem representar parte da psique que é desconhecida e que tem que ser iluminada por processos de autoconhecimento para poder ser alcançada, já que as nuvens escondem realidades espirituais invisíveis.

Fontes: Cardcaptor Sakura Wiki; tradução das instruções do baralho de Clow; Dicionário dos Símbolos, de Tom Chetwynd.


Gostaram d'A Nuvem?


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A Sombra - Significados e Instruções para as Cartas de Clow/Sakura


Boa noite, 


Para hoje temos uma carta muito a tons de negro. Fiquem com:


A Sombra (The Shadow)

A Sombra é uma carta misteriosa que é capaz de recolher e manipular sombras de pessoas, animais e objectos. Contudo, as sombras recolhidas e usadas pel’A Sombra podem ser dispersadas usando uma luz forte, enquanto que a própria A Sombra permanece e é possível ver a sua forma.
Esta carta não tem género definido, no entanto, como a sua forma física se assemelha à figura da morte como o Grande Ceifeiro, um enorme vulto negro com um manto e capuz, especula-se que possa ser uma carta masculina (the grimm reaper é a figura da morte que estamos habituados a conhecer no mundo ocidental e encontra-se estabelecida desde a Idade Média, tendo o seu apogeu como figura da morte ocorrido durante a grande epidemia de peste negra. O adjectivo ceifeiro deriva do facto de esta figura da morte carregar consigo uma grande gadanha que usava para simbolicamente cortar a ligação física das almas ao mundo terreno, tal como era usada como alfaia agrícola para cortar o caule dos cereais, separando-os da terra). 




De acordo com as instruções que vêm com as cartas de Clow, A Sombra representa o desconhecido e por isso é tanto a causa como a solução para os problemas.
Esta carta aconselha a que perante um que problema parece impossível de resolver, se faça um esforço de desconexão com o mesmo, podendo assim avaliá-lo de todos os ângulos. Permitindo à nossa mente sair da sombra do problema e da sua influência negativa, a resposta aparecerá naturalmente como um prolongamento da situação em si e que não era visualizada porque estava ocultada pela sombra provocada pelo obstáculo.
Por outro lado, esta carta adverte que se nós evitarmos sempre as situações que se nos afiguram mais desagradáveis e indesejáveis, então nunca vamos ultrapassá-las nem descobrir que luz brilha por detrás dessa sombra. Às vezes é necessário suportar algumas coisas mais aborrecidas para mais tarde conseguir conquistar objectivos maiores (ver, a nível da psicologia, como funciona a perseverança e a teoria da gratificação instantênea).

Dentro de um baralho de jogo normal, esta carta é substituída 10 de Ouros (atenção: no tarot o naipe Ouros não é em forma de losango, mas sim em forma de moeda e toma o nome de pentáculo, uma estrela de 5 pontas que aparece, com frequência, desenhada nessas moedas).

Além da organização correspondente ao baralho de jogo comum, as cartas de Clow/Sakura têm uma organização interna sujeita a 6 elementos tipo que formam o grupo principal: A luz (The Light), A Escuridão (The Dark), O Fogo (The Firey), A Água (The Watery), O Ar (The Windy) e A Terra (The Earthy) – Nota: a tradução para português foi deliberadamente feita para os tipos elementais da espiritualidade ocidental, porque uma tradução mais literal resultaria em cartas com nomes caricatos.

A carta A Sombra está atribuída ao elemento agregador Luz, apesar de, à primeira vista, ser mais plausível estar sob a alçada da Escuridão. Na verdade, esta carta está subjugada à luz, porque utiliza a magia da carta A Luz para poder existir e criar outras sombras, pois só há sombras na presença de uma fonte luminosa, uma vez que na escuridão não há sombras, aí A Sombra seria invisível ou até inexistente.

Do pondo de vista simbólico, a sombra encontra-se em estrita associação com o Ego numa situação de “conflito”, em que as atitudes do quotidiano se encontram em contraste com tudo aquilo que está fora do controlo imediato da psique individual.
A sombra é tudo o que actua na psique, com excepção da vulgar consciência desperta. A sombra começa por ser vivida como obscura e estranha, ou como estando inacessível para lá de uma determinada barreira, mas na verdade essa barreira entre a luz e a sombra, entre a consciência a inconsciência, é apenas uma ilusão. A sombra é a personificação do lado escuro, como um duplo negro, o que significa que todas as forças psicológicas menosprezadas pelo Ego são relegadas para a inconsciência, onde se mantêm irracionais e potencialmente destrutivas. A nível simbólico a sombra encarna o vilão e quando este domina uma figura de autoridade ou vence o herói isso significa que são os impulsos primitivos e do inconsciente que estão a controlar o destino da mente, onde o poder controlador do Ego está a falhar. As sombras psicológicas são sempre as figuras desprezadas, como n’A Bela Adormecida a fada que não é convidada para a festa, representando uma pequena área da psique à qual não se dá importância, mas que pode vir a causar sérios estragos se deixada sem cuidado e atenção.
Nas mulheres, e no lado feminino da psique masculina (sim, esse lado existe), a sombra é representada pelo lado escuro da Lua, pelo lobo, por Hécate, cuja simbologia aponta para aspectos destrutivos. Contudo, a Sombra e o Ego contêm sempre algo um do outro, a semente da transformação do oposto, tal como o herói está sujeito a acessos de raiva e agressividade, a sombra também não está disposta a realizar o mal absoluto nem a embarcar numa corrente de destruição caótica.
Por ser uma figura tão abrangente a nível simbólico, qualquer símbolo negativo remete invariavelmente para algum aspecto da sombra, já que todo o negativo está sempre associado às forças desprezadas e abandonadas no inconsciente.
Por outro lado, se conseguirmos dominar e integrar a sombra, a sua imensa vitalidade e conhecimento do mundo inconsciente poderão ser utilizados para melhor lidar com o mundo consciente. Reconhecendo a sombra e não a evitando é possível, a partir do seu próprio ponto de vista, gerar mais luz sobre as situação e resolver com mais rapidez e eficiência os conflitos da psique.


Fontes: Cardcaptor Sakura Wiki; tradução das instruções do baralho de Clow; Dicionário dos Símbolos, de Tom Chetwynd.


Então e esta carta? É um pouco mais pesada em termos de simbologia, mas e que tal?


terça-feira, 12 de novembro de 2013

A Flecha - Significados e Instruções para as Cartas de Clow/Sakura


Boa noite, 


Continuamos com carta da Sakura por aqui, para hoje temos:




A Flecha (The Arrow)

A Flecha é uma carta de ataque, temperamental e agressiva. Apesar do seu nome indicar um objecto em particular, a imagem física da carta é a de uma rapariga que dispara com arco e flecha e o seu poder é o derivado da acção das flechas quando disparadas como arma. Como a dinâmica desta carta permite a análise composta, a simbologia remeter-nos-á para o conjunto arco e flecha e não apenas para a flecha, já que aqui, a imagem visual da carta extravasa o seu nome. Certo é que a utilização de uma figura feminina para o funcionamento desta carta nos aproxima mais da simbologia da Deusa da Caça (Artémis ou Diana) do que apenas da simbologia fálica dos objectos tipo espada/lança.

De acordo com as instruções que vêm com as cartas de Clow, A Flecha é uma carta que sugere o aparecimento de uma onda de energia renovada, mas, por outro lado, também pode indicar uma certa tendência para a agressividade.
Esta carta indica que, no período que se analisa, existe ou irá existir uma inesperada quantidade de energia que, se canalizada para um determinado objectivo, levará à sua concretização mais rápida. Também indica que os resultados das nossas acções poderão ser mais facilmente e mais rapidamente alcançados se dirigirmos para eles a energia mais positiva que conseguirmos emanar.
Pelo lado negativo, a Flecha indica-nos que uma grande força de vontade sem qualquer objectivo não servirá qualquer propósito e não gerará quaisquer frutos. Uma excessiva demonstração de ambição, a tornar-se ganância, mesmo que focalizada num objectivo legítimo, poderá trazer problemas, já que os fins não justificam todos os meios.

Dentro de um baralho de jogo normal, esta carta é substituída Ás de Ouros (atenção: no tarot o naipe Ouros não é em forma de losango, mas sim em forma de moeda e toma o nome de pentáculo, uma estrela de 5 pontas que aparece, com frequência, desenhada nessas moedas).

Além da organização correspondente ao baralho de jogo comum, as cartas de Clow/Sakura têm uma organização interna sujeita a 6 elementos tipo que formam o grupo principal: A luz (The Light), A Escuridão (The Dark), O Fogo (The Firey), A Água (The Watery), O Ar (The Windy) e A Terra (The Earthy) – Nota: a tradução para português foi deliberadamente feita para os tipos elementais da espiritualidade ocidental, porque uma tradução mais literal resultaria em cartas com nomes caricatos.

A carta A Flecha surge atribuída ao elemento Fogo e encontra-se subjugada a esta carta, fazendo parte de um conjunto de cartas de ataque com temperamento agressivo.

Do pondo de vista simbólico, a flecha surge em associação com o arco que a dispara e, em conjunto, significam intuição. O arco e a flecha são atributo da Deusa da Caça (que é também associada à lua), cujos cães farejam presas que não se vêem (aqui a intuição e/ou sexto sentido). Pela sua forma, o arco relaciona-se com a lua na sua fase de quarto crescente, que é mais um símbolo feminino e de intuição feminina. Quando, por outro lado, se parte para a simbologia masculina, associada à tempestade e aos deuses da tempestade, a flecha é como o relâmpago que vai directo ao seu alvo e o arco representa o arco-íris que surge depois da tormenta. Como compósito, poder-se-á dizer que o arco e a flecha representam a aplicação intuitiva da vontade da direcção certa.

Fontes: Cardcaptor Sakura Wiki; tradução das instruções do baralho de Clow; Dicionário dos Símbolos, de Tom Chetwynd.


E que tal? Já estão fartos ou nem por isso?